segunda-feira, 13 de junho de 2011

Verdurada – 05/06/2011 – Ego Club, centro de São Paulo

Flyer do evento! Os caras capricham até nisso!


E lá vou eu aproveitando que me sobra tempo em abundancia para atualizar essa budega cada vez mais e com mais frequência! É bom que os que reclamavam que não tinha postagem nova havia meses agora deparam-se com três postagens enormes numa mesma semana. Não sei se conseguirei manter este ritmo, mas adote a Inconstância como critério temporal de postagens neste blog. Só que a partir de agora o que importa de verdade é dizer que a Verdurada, evento Importantíssimo na cena Punk/hardcore/Vegan/Straight Edge/Libertário/político/Risca Faca Ganha uma resenha nesse blog.

Ok, quem me conhece muito bem sabe que fui açougueiro por 10 anos e voltarei a sê-lo se necessário, e sou um grande entusiasta Da Fundação Meavels (a maior no mundo todo explicitamente pró-carne). Adoro um bom churrasco, uma boa carne e qualquer coisa que não diga aiai quando eu mordo e estou no meu direito de defender o consumo da carne, pois é o mesmo direito que tem os que pregam o boicote ao consumo da carne. Lógico que dentro do contexto straight edge, que inicialmente era apenas algo relativo a ser Livre de Drogas – o X era desenhado na mão de menores de idade em shows hardcore na década de 1980, para identificar as pessoas que não poderiam consumir bebidas alcoólicas, e o X da questão (e da mão) foi adotado espontaneamente por pessoas que não faziam questão nenhuma de ingerir álcool ou drogas e sim, iniciar uma nova era de conscientização contra estes males, o alicerce do movimento straigh edge – A defesa aos direitos dos animais, (principalmente á vida dos mesmos, que engloba o combate á matança e maus tratos sem falar da exploração que muitos deles sofrem) se tornou característica bem evidente desta vertente bastante atuante no cenário Hardcore mundial. Eu comer carne e o evento pregar o contrário do que eu penso em relação á isso não me impediu de comparecer á verdurada, afinal o que importava mesmo era ver as bandas (menos o cólera), rever os amigos, comer as iguarias veganas (que substituem bem a alimentação com carne, pra quem é adepto) e tomar mupy, coisa que não fazia desde quando eu era pequeno e comprava da tiazinha do carrinho do Yakult que também vendia esse negosso bão pa caraio).

Pouco depois das 17 hs chego ao recinto, o ego club, bordel desativado que abriga inesquecíveis esbórnias hard rock regadas a putaria no dark room e open bar quase a noite toda, ao som de bandas covers de Hard Rock farofa, com muito menino vestido de Sebastian bach ou Axl Rose e muita menina cheia de cachaça na cabeça agarrando quem vem pela frente – E você acha que não perco a oportunidade de vez em quando? hahaha. Logo na entrada percebia-se a mobilização dos Straight edges, Muito bem organizada, para que o evento role bem – E em som punk a mobilização é pra pegar de porrada um suposto pilatntra de acordo com os critérios de uma banca de panacas – Com pessoas se revezando na bilheteria, na colocação das pulseiras que possibilitavam entrar e sair do local, no “Bar” (aliás, lanchonete)... Todo mundo colaborando com todo mundo, talvez esta seja a fórmula do sucesso de cada edição do evento que já é tradicional na cena e sempre, sempre, sempre lota de pessoas que em toda edição tem a certeza de uma boa organização. O horário das bandas estava afixado logo na entrada e começava sempre conforme o combinado, além dos avisos “Sem álcool e sem cigarros por favor” e uma desnecessária placa de “Vai Corinthians” que além de feia não surtiu efeito pois o Corinthians apenas empatava naquela tarde com o Flamengo em 1 a 1. Mas vamos ao que interessa, as bandas!

A primeira Banda foi a The Pushmongos, banda relativamente nova mas que já está fazendo seu estrago na cena com um som forte, empolgante e bem tocado. Não acompanhei a apresentação por completo mas o pouco que vi foi suficiente pra eu tirar essas conclusões. Não sei se eles tem algo gravado mas pode procurar, se tiver algo gravado pare pra ouvir que é bem bacana.

Na sequencia veio a banda Ralph macchio com um hardcore porrada! Um tímido moshpit se formava no salão lotado do ego club, ao som bem tocado da banda que empolgava os presentes e com uma sacada bem legal de colocar uma fala de filme entre uma música e outra (Seriam os filmes do tal do Ralph Macchio?)

Terceira Banda a se apresentar, a Positive youth, que já conta com um público fiel dentro do cenário Straight Edge e também no cenário Hardcore em geral, mostrou o porque é uma das mais importantes de tal cena. O moshpit ficava cada vez maior e a movimentação da banda no palco era um show a parte, com os integrantes (principalmente o vocalista) de um lado e pro outro, esbanjando vitalidade (por um lado não beber tem um ponto positivo hahaha).

Abduzido por amigos, fui dar aquela saidinha pro lado de fora do salão perto do fim da terceira banda, e não me deparo com um show surpresa de uma banda de Bagaceira ao Extremo? Uma espécie de Grindcore que tinha até umas passagens de Death Metal. Sim, na calçada do outro lado da rua, fazendo surgir um grande bolo de gente para assistir ao show da Dupla (Um batera e o insano Guitarrista e Vocalista), que gostaria de saber o nome, pois em minha opinião foi a melhor banda da tarde! Dias depois fico sabendo que se tratava da banda Test, que costuma "Participar" e "Abrir" vários eventos importantes, mas do Jeito Deles: Encostando a kombi na calçada e mandando ver. Por mais que boas bandas estivessem tocando lá dentro, só esta corajosa intervenção musical já valeu pelo rolê todo! Infelizmente, como a rua é de todos e temos o direito de ir e vir e livre arbítrio garantido pelo nosso senhor Jesus Cristo, a apresentação terminou com a chegada de policiais segurando espingardas calibre 12, que não chegou a apreender ninguém pois após a derradeira ultima musica após a chegada a banda se prontificou em recolher rapidamente os equipamentos e se mandar. Só não entendi a necessidade e o porque de uma espingarda calibre 12 para que se encerre um show na rua. Talvez mais uma musica seria motivo para uma chacina, hobby favorito desta corporação que cada vez mais afunda-se em corrupção, violência e fascismo.

Adentrando ao ego club novamente, toma o palco a galera do movimento Passe Livre, para fazer uma palestra bem bacana sobre as lutas contra o aumento da passagem e a nova bandeira de combate do movimento: Mobilização pela tarifa Zero. Numa das postagens anteriores, cheguei a dizer que a luta tinha cessado... E fiquei muito contente em saber que aquela pequena fagulha de fim de fogueira não era um insucesso de fogo de palha, mas sim o início de uma grande chama de luta que cada um deve acender em si mesmo e chamar para si mesmo a responsabilidade de fazer valer a sua insatisfação contra esse sistema de transporte podre e totalmente dominado por empresários mafiosos. A tarifa zero se apoia no argumento Plausível de que: escola e hospital público são gratuitos, porque o transporte também não? Foi explicado minuciosamente porque vale a pena aderir á esta luta. Encantado com a palestra e com a atenção do publico que cobrava aos falantinhos de plantão que se calassem para não atrapalhar o andamento da palestra ( Tenta fazer palestra ou outra intervenção que exija atenção em Gig Punk...), testemunhei uma cena que vai gerar polemica, mas não posso deixar passar.

Estava eu encostado no balcão da lanchonete do evento saboreando um delicioso Hamburguer de soja (se eu falei delicioso é porque é bem feito, e não uns treco horrível de soja que vendem por aí) e enquanto isso o palestrante abre espaço para perguntas e/ou sugestões. Um garoto pede a palavra e sugere que o povo também reivindique a utilização das vias publicas para outros meios de transportes alternativos (afinal, planejaram as ruas para os carros, muito bem pensado), como Bicicleta, Skate, jegue, Cavalo... E quando ele falou no Cavalo uma gritaria de repreensão ecoou no ambiente, a palavra devidamente retirada do garoto e passada a outra pessoa. Eu encostado no balcão ouvi um buchicho de um perguntando pro outro atrás do balcão algo como “Quem foi que falou que cavalo é transporte?”, sendo respondido com “Aquele garoto ali de blusa preta da banda XPTO” (preservo o nome da banda pois foi aquilo que identificou o garoto). Tá certo que o cavalo sendo utilizado como transporte sob o ponto de vista dos vegans defensores dos animais é visto como exploração e com argumentos que provem que é fato o que se diz, ok. Mas o garoto foi infeliz em dizer aquilo, por mais que ele estivesse num ambiente que 90% das pessoas compartilhem dos mesmos ideais o mesmo não fez por mal, talvez não esperasse tal reação adversa ou não mediu as palavras (coisa difícil em calores de discussões, onde o raciocínio é apenas rápido e não lógico), por mais que ele disfarçasse e demonstrasse naturalidade, era visível o constrangimento que ele sentia naquele momento e os buchichos ouvidos por mim lembraram muito os pregos briguentos do role que ao ver alguém “suspeito” falam a mesma coisa antes de partir pra violência. Se o principio é liberdade e vendo que o garoto tinha boas intenções apesar dos Cavalos e Jegues, a repreensão não era necessária e se fosse questão de mostrar que aquela declaração não era de acordo com o ideal compartilhado pela maioria, que se fizesse isso de maneira amigável, fazendo um esclarecimento e apresentando o argumento do porquê daquilo.

Polemicas a parte, O periferia S/A subia no Palco para detonar um showzão ferrado! Não sou muito fã de periferia S/A e nem muito entusiasta de banda “Grande”, por serem considerados tão “Punks” e ao mesmo tempo tão distantes de nossa realidade, Mas esse show foi muito foda! Como eu estava de ressaca e já com umas pinga do bar do lado na cabeça (e ai de quem me barrasse na porta), mal dormido e cansado, assisti civilizadamente parado, amparado pelo balcão do buchicho comendo coxinha de soja e tomando mupy , mas minhas tripas pogaram por mim. Mesclaram musicas presentes no CD do periferia S/A com velhos clássicos do RDP, que fez o Ego Club ir abaixo. E no finalzinho, Atiçaram a galera com o início de “periferia”, mas só instigaram e saíram fora. Primeira pergunta de duas que fiz em menos de vinte minutos: Por quê o Periferia S/A NÃO toca na PERIFERIA? Talvez respondam dizendo que é porque Ninguem Chama, mas quem chama tem condições de fazer um som nos critérios exigidos de cachê e aparelhagem: Não tem ou se tem é precário. Se faz uma correria enorme atrás do que é exigido pela banda, se gasta uma puta duma grana, se cobra um preço alto em locais que dois reais são caros pra maioria dos “Punks’, se toma um prejuízo e ainda se aguenta a porra da banda “de nome” falando merda no seu ouvido e reclamando da “falta de profissionalismo” de quem jurava que sua banda favorita tinha postura e podia ser chamada de punk, ainda que com um pé atrás...

Como o cólera iria começar e eu não suporto esta banda, que foi a minha maior decepção que VI e senti – no coração e no bolso - (e já foi minha banda favorita, mas por praticarem coisas como acabei de mencionar entre outras presepadas muito piores, perdeu meu respeito) até cogitei a possibilidade de ir embora, mas lembrei que tem o jantar vegan no fim da Festa! Decidi permanecer ali mesmo tendo que ver aquela coisa no palco (e pessoas que idolatram aquilo – por isso que os bastidores da cena nos revelam coisas que fazem nossa convicção e radicalismo aumentar), mas esperando o rango sair! Mas como todo som Punk que se preze, tinha que ter goró. Mas Verdurada não é lugar de bebida alcoólica e me refugiei por uns minutos no bar do lado, chegando a fazer a noiazice de pagar R$ 3,50 numa dose de maria mole, e depois serrar umas brejas dos igualmente beberrões amigos meus. Daí vem a segunda pergunta de duas que fiz em menos de vinte minutos: Por quê o João Gordo NÃO Pagou pra entrar? O cara chega com a comitiva dele e chega entrando como se estivesse adentrando seu banheiro... sendo que ele tem dinheiro pra pagar a entrada de todo mundo lá dentro e ainda dois hamburguers vegans para cada um (e não diga que não tem...). A resposta: Ele é o João Gordo, Oras... Admiro muito esse figurão, mas ele tinha que pagar a porra da entrada e pronto!

Depois de quase uma hora resistindo bravamente ao show do Cólera, com pessoas tendo orgasmo em cada música que era executada e com vários discursinhos incentivando o “ Faça você mesmo”, que não é suficiente prum show deles rolar (Pague você mesmo e vai chamar pra tocar com aparelhagem “faça você mesmo” pra ver se eles tocam...). Qualidade indiscutível do show, da técnica, do profissionalismo da banda, massss... não desce. Os primeiros felizardos apareciam com os pratinhos com o rango... e lá vai eu afoito correndo pra fila da fome que se formava na calçada!

O jantar (que não falo o que era por não saber os nomes dos pratos vegans – só sei que tinha arroz) estava Delicioso, e ainda ganhei um Mupy! Ótimo presente e Grand Finale prum exemplo de evento que é a verdurada, apesar das coisinhas que sinalizei. Nenhuma briga, incidente ou acidente. Acho que será muito, muito difícil eu relatar que houve briga na verdurada. Ser maloqueiro é legal, concordo. Mas na hora certa! Quando se trata de evento, de cultura, de divulgação de ideias, o maloqueirismo tem que dar lugar sim á consciência, coisa que garante um evento de sucesso, com respeito e reconhecimento na cena. Afinal de contas, os que avacalham os sons achando-se os mais punks do mundo quando não tem nada pra fazer ficam se lamentando que naquele fim de semana não tem um som pra ir... Até poderia ter, se quem organiza não ficasse de saco cheio.

Enfim: Parabens á verdurada, a longa vida da iniciativa se justifica. E na próxima vez, coloquem a banda de death metal da calçada pra tocar...

Junho antifascista 2 – 04/06/2011 – plebe bar, Indaiatuba/São Paulo

Flyer do baguio! Depois se eu lembrar eu ponho as foto que eu achar...



Só porque eu falei que o interior tava meio parado no post Re-re-retrasado, acabei fazendo um rolê porreta no sempre igualmente porreta Plebe bar Indaiatuba há uns dias atrás... por acaso! Era um sábado qualquer que após o expediente fui para o centro de Sp ensaiar com o Pé Sujus e em seguida iria dar um tempinho no noise terror que estava rolando uma gig bem legal com bandas da baixada santista e discotecagem virando a noite com Sempre eles do Sp paranoia, para depois ir ao Aeroflith, a melhor balada Gótica de São Paulo, com meus parceiros de rockeragem do mal. Mas ao Chegar no Noise Terror, o Renato (que agora é baixista do kaos 64) me puxa pelo colarinho da camiseta e me intima a entrar na bendita da van. Relutei um pouco, mas já que não custou nada pra mim, me enfiei na superlotada van e fizemos um role simplesmente memorável!

A gig era organizada pelo renato em parceria com o Luciano, morador de Indaiatuba que sempre toma a linha de frente nos eventos punk ali organizados. Algumas horas na estrada e muitas, mas muitas, mas muitas voltas depois com a cabacisse do motorista que passava pelo mesmo local um monte de vezes, enfim chegamos pouco depois da meia noite no ótimo Plebe Bar, agora sob nova direção mas ainda sim um excelente point pra tomar umas geladas e tocar um som. O local já apareceu neste bendito blog há algumas postagens atrás na resenha do Deterioration noise grind festival. Ao chegar lá, um imprevisto devidamente reparado para a prevalescencia do bom senso no restante do evento: A primeira banda tocando. Até aí tudo bem... se não fosse um monte de gente dentro do som sem pagar entrada de R$ 7. Apesar de ser uma situação meio chata, o som foi interrompido e a galera colocada pra fora, voltando o som após todo mundo estar devidamente colocado do lado de fora e retornando ás dependências do bar após pagar a entrada, que era essencial SIM para o pagamento de despesas de transporte das bandas entre outras coisas.

Entre uma confusão e outra, o que caiu de gaiato no rolê acabou trabalhando na organização do som também: Elaborando o tempo de palco das bandas, cuidando do palco, Ajudando na portaria e carimbando os pagantes. Prova de que a união faz a força e que cruzar os braços só faz piorar as coisas. Mas vamos ao que interessa, as bandas!

Abrindo o evento oficialmente, por volta de Uma da Manhã, a banda Mephisto faz um show que mescla músicas próprias com muitos covers de bandas como ramones, zumbis do espaço, entre outras... Fizeram um show bem tocado e divertido que empolgou a galera que ia entrando aos poucos depois de reparado o erro da entrada livre que não era livre hehehe. Um ponto positivo é que no interior a galera lota o pico desde a primeira banda, e não aqui em são Paulo que o povo só quer saber de ver as bandas mais “de nome” e quem ta começando agora ou abrindo o evento toca pras moscas.

A segunda banda foi o Cegos Pelo ódio com seu hardcore podrera furioso bagaceira do capeta na tóra. Muito peso e velocidade em cerca de 10 minutos de caos total. Uma banda bacana retornando em grande estilo para os palcos sujos dos subúrbios de são Paulo e de onde mais for possível ver o show. Não vi a apresentação deles pois estava fazendo as vezes de porteiro do som enquanto o renato se esgoelava, mas como pude ver, o local estava cheio e todo mundo assistindo a banda.

Em seguida foi a vez de Ruído dependência, de Paulínia, que mandou ver um punk hc de repertorio curto devido não só a velocidade e curta duração das musicas, que nos levou de volta pros anos 80, como o vocalista Fernando tava meio savage de cachaça, mas segurou a bronca legal e fez um puta show bacana que até eu poguei (eu jurava que tava cansado).

Aproveitando a empolgação que o Ruido dependência me deixou de herança, Surge a penúltima banda da noite, a banda “surpresa” do flyer... E quer surpresa melhor que o Excomungados? Esta banda clássica fez os punks mais antigos sorrirem de orelha a orelha com a possibilidade de ver um grande nome do Punk nacional fazendo mais uma apresentação caótica naquela madrugada. E o show foi a pior bagaceira possível! Não foi tão caótico como o som de ferraz do pré manifest 2, mas foi dantesco! E no baixo (desligado), Euzunho da silva fazendo pose, caras e bocas e backing vocal. O repertorio também foi curto mas foi eficaz.

E encerrando a noite a banda mais esperada, que abarrotou o espaço de pogo da galera: Kaos 64! Foram 25 minutos de pura Pancadaria, Tosqueira, Cotoveladas e barulheira de primeira que é a melhor banda de Hardcore dos Anos 80 na ativa. Só preciosidades como “Filhos da nação”, “rampa do Planalto”, “Guerreiros Suburbanos”, “Palco Maldito”, “Tietê”, Molecada... Só porrada! Fazia tempo que não descia “socos pacíficos” nas costas alheias! Simplesmente Perfeito! Kaos 64 conta além de Nivaldo e Renato com Pedrinho (também do agrotóxico) na bateria e Vinicius “Primo” na guitarra. Formação nova mas que promete continuar o kaos por aí por muito tempo!

A banda Esgoto, apesar de estar presente no flyer, não foi. Como eu conheço MUITO BEM os caras da banda, acho que não houve uma comunicação adequada na hora do convite á banda. Em 7 anos de shows que organizo o esgoto não faltou em nenhum. Isso se chama colocar a banda no flyer sem confirmar! E sem falar da ajuda de custo pros caras irem tocar, afinal Indaiatuba é longe...

Saldo Final: Nenhuma briga, Nenhuma encheção de saco, nenhum atrito, só gente boa, meninas bêbadas, Meninos embriagados, Stands de materiais bem variados do Xines do excomungados e da Distro da região, a Wolfgang Distro, que além dos materiais punk e metal também vendia um rango vegan que prestava (a deliciosa Samosa de Strogonoff de Soja, Bem servida e apenas 3 reais). Eram 4 e meia da manhã e estávamos longe de casa, portanto, não restou outra escolha a ir embora para nossas casas nesta Maldita cidade que tenho raiva cada vez mais que vou ao interior...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

MEGA ULTRA MASTER BLASTER RESENHA DE TODOS OS PRÉ-MANIFEST REALIZADOS ATÉ O MOMENTO



Esse flyer é do pré manifest 6, mas nego vacila e inverte os algarismos romanos hahaha





Pois bem rapaziada e muierada, e também travecaiada e transexuaiada, Com tempo de sobra o ser humano é capaz de realizar verdadeiras proezas como escrever textos enormes prum blog semimorto nos momentos de ócio com um instrumento de digitalização de pensamentos em seu alcance em período integral. E se é pra escrever texto grande, vamos fazer do jeito certo: Resenhando vários shows de uma vez!

Neste caso, como promessa é dívida e eu havia prometido aos meus companheiros de BRANCALEONE resenhar todos os eventos pré-manifest que rolaram, vou fazer isso numa postagem só e tentarei ser o mais objetivo possível, tarefa árdua para um prolixo assumido que sou eu. No Blog do coletivo – http://coletivobrancaleone.blogspot.com – já temos umas resenhas, inclusive a do pré-manifest VI que o Nicolas do Lokaut fez de forma que eu nem precisasse escrever outra mas como eu sou teimoso não irei deixar de resenhar esta edição também! Hahaha

Pré manifest são os eventos que antecedem o festival MANIFEST a ser realizado no corrente ano de 2011 e o que são e o que significam você pode encontrar na postagem anterior porque não tenho saco e nem idiotice suficiente pra ficar repetindo em toda postagem a mesma coisa. Aqui você vai ver o que rolou de fato! E vamos ao que interessa...


Pré-manifest 1, dia 27/03/2011 – Cidadão do Mundo, São caetano do Sul.

Após Intensiva Divulgação por parte de todos do coletivo e demais entusiastas “Voluntários”, compartilhando o bendito flyer incessantemente no facebook e estuprando scrapbook alheios no Orkut, eis que chega o tão aguardado dia do primeiro Pré-Manifest!

Logo no horário estabelecido no flyer (14 hs) as cercanias do local já contavam com os primeiros prestigiadores do evento que numa atitude milagrosa ou falta do que fazer mesmo chegaram no horário certinho! Pena que a casa não pensou igual a galera e abriu com atraso. Mas nada que uns botecos e padarias ali próximos não resolvessem com um verdadeiro “esquenta”, mas com cerveja gelada! Cada vez mais a rua ficava tomada pelos Punks e assim que o espaço abriu as portas, pouco antes das 16 hs, a equipe já tratou de correr lá pra dentro, distribuir tarefas e atribuições a cada um dos integrantes. A primeira banda foi Direcionada para o palco para uma passagem de som e ao mesmo tempo “Encheção de linguiça” para que o povo entrasse logo na casa, afinal dentro de poucos minutos a primeira banda iria começar!

PLEBEUS URBANOS: Primeira banda a se apresentar para um público um pouco menor, como é de costume em toda banda de abertura, mas as pessoas ali presentes pogaram e trocaram energia com a banda que disparou em pouco mais de meia hora mais de 15 clássicos de seu repertório de um Hardcore energético e caótico sempre regido pelos ideais libertários. Um Show de Qualidade, curto e grosso que não deixou ninguém parado (ao menos batendo o pé no chão e balançando a cabeça todo mundo tava)

MOLLOTOV ATTACK: A segunda banda que iria tocar nesta gig seria oficialmente o Heresia 666, mas por motivos de força maior tiveram que cancelar sua apresentação alguns dias antes e no lugar foi escalada esta banda que cada vez mais se consolida na Cena PUNK do ABC, sendo uma das mais ativas da região. O Som: Porrada pura! Hardcore sem frescura que não permite ao ouvinte que nem respire, apenas pogue e distribua cotoveladas amistosas aos colegas de roda de pogo. Com um pouco mais de gente dentro do espaço, o clima estava cada vez melhor.

PÉ SUJUS: Terceira banda e como todos já sabem, banda deste que vos escreve. Além de dar uma força na portaria, elaborar os horários e cuidar do palco, me foi acumulada a função de também cantar um rock pra fazer o povo dançar, pogar, pensar . E Com a visão de alguém de cima de palco, digo que nossa apresentação foi redondinha, amparada pela boa aparelhagem e empolgação do público que prestigiou nossa apresentação (tem gente que prefere fumar a nos ver tocar), fizemos nossa tarefa direitinho e sem maiores preocupações e ainda deu tempo de tocar um cover do Excomungados com a participação do vocalista do próprio excomungados, o Xines! Fizemos nosso papel muito bem, obrigado U.U

88 NÃO! : Com a casa já mais cheinha e com a experiência de uma década que a banda possui, é lógico que o que pudemos esperar desta apresentação fosse mais uma performance memorável! Com o adendo de uma segunda guitarra eles fizeram um show de repertório completo emendando uma música na outra, com total empolgação, mais peso e velocidade (exceto em algumas musicas que velocidade não cai bem mesmo). Pogo frenético da plateia e suor em bicas dos integrantes consolidaram uma apresentação excelente que neste ano ainda não foi superada de todos os sons deles que vi até agora.

INVASORES DE CÉREBROS: Fechando a noite e com a casa Cheia, era a estreia da Nova formação KOBiana da banda (Dois Integrantes do Kob 82, Limão e presunto, ingressaram nesta clássica banda), achei até que ia ter um deslizezinho ou coisa do gênero. Mas o que vi foi uma Pancadaria sonora mais pesada que antes e tudo redondinho, comandado pelo sempre ele aqui no blog Ariel, incendiando a plateia e gerando hematomas nos corpos quentes e sebosentos de suor do público igualmente endoidecido com o som da banda. Sem sombra de dúvida, pra estreia de formação com pouco tempo de ensaio, estão de parabéns.

Enfim, nenhum imprevisto, Briga ou presepada foram registrados neste evento. Após o término cada um tomou seu rumo e correu pra casa pra assistir o silvio Santos no fim da noite dando em cima de modelo siliconada em seu programa.

Pré-Manifest 2 – Galpão Studio, Ferraz de Vasconcelos – 10/04/2011

1000 Panfletinhos azuis distribuídos em tudo que é porta de show possível e uns dias depois, E igual divulgação virtual massiva, chegou o dia do segundo pré-Manifest, desta vez realizado em Ferraz de vasconcelos, No velho e bom Galpão Studio, mas com uma série de fatos pitorescos e imprevistos.

O flyer marcava o inicio para as 14 hs e desta vez não tinha ninguém obedecendo ao horário do flyer (mal de zona leste hahaha). Cheguei ao local as 14 hs, mais cedo que o restante da equipe pelo fato de morar pertinho enquanto o pessoal nunca tinha pisado em ferraz (hehehe), naturalmente se perdendo no trajeto. Enquanto isso o céu que já olhava feio para a zona leste desde cedo resolveu mijar em nossas cabeças como alguém que segura mijo por 4 horas depois de uns litros de cerveja. Água pra caramba! Ao abrir a porta do local pra ver a movimentação lá fora, o que vimos foi a rua do som totalmente alagada, problema insistente em Ferraz de Vasconcelos há décadas, e o Brancaleone Móvel ali no meio do caos tentando encontrar um lugar para se estacionar enquanto tudo que é tipo de lixo fazia um verdadeiro desfile da vergonha na Grande valeta que se tornou a Rua da Estação de Trem de Ferraz. A chuva fez atrasar o público, comprometendo trens a diminuir sua velocidade, e fazer os punks de açúcar desistir de ir ao evento, tornando-se o mesmo um evento relativamente pouco frequentado, comparado ao tamanho da casa que é grande.

O tempo passava e as bandas não chegavam (exceto o subviventes que chegou cedo), fazendo o evento começar pouco antes das 18 hs para as poucas pessoas ali presentes, mas como a água já tinha baixado, naquela altura do campeonato se ela inundasse a rua de novo iria trazer era mais lixo e não gente como a gente gostaria que acontecesse hahaha.

GERAÇÃO OFENSIVA,Abrindo o evento e fazendo o show de despedida do baixista Renato “Bereba” que deixa a banda para se dedicar melhor aos compromissos pessoais após anos de dedicação á banda. Um show memorável, amparado pelo bom equipamento e que chamou a atenção das pessoas presentes, uma verdadeira despedida em grande estilo para um integrante. Testemunhas do momento não em quantidade, mas em qualidade! Hardcore sem Frescura e cada vez melhor. Agora é aguardar pelas novidades da banda e seu novo Baixista a ser apresentado logo mais.

THE DRUNK: Segunda Banda, relativamente nova mas com integrantes velhos de guerra da Cena do ABC paulista, surpreende a todos que a assistem pela qualidade e levada do seu som, pogante da primeira á última música. Mais uma banda que merece uma atenção melhor da cena e que cumpre muito bem seu papel de fazer um som de primeira. Fez todo mundo que estava lá cair no pogo! E no final, um cover de... Roberto Carlos! Oferecido á Mara e Zombra pelo vocalista, “amigo” não deixou ninguém parado e mostrou que até os punks se curvam ao Rei Roberto – Até os mais mau encarados estavam cantando palavra por palavra.

SUBVIVENTES: Terceira Banda a se apresentar, um verdadeiro clássico do Punk nacional descarregando o repertório dos 3 discos em um show que só quem conhece a banda ao vivo pode descrever como é sentir a garra de toda aquela energia. Por se tratar de uma banda mais conhecida, mais pessoas integraram a roda de pogo, cantando junto os clássicos da banda e proporcionando uma cena bonita, talvez o auge daquela já noite de domingo, ao passo que algumas pessoas atrasadas iam chegando aos poucos e agregando mais ao evento.

EXCOMUNGADOS: A pior banda do Mundo encerrou a noite com chave de ouro! Numa apresentação caótica, maluca, insana, podrera, Deus me livre e outros adjetivos que devem ser interpretados no bom sentido, naquela regra de quanto pior, melhor fica! O operador da mesa de som coitado, tentando regular pra tentar reparar algum possível defeito existente, se tranquiliza quando o informo que a banda é ruim de natureza e que esta é a característica da banda. E o pogo comendo solto com gente pulando, batendo jaqueta, invadindo o palco, cantando junto e até tocando algum instrumento! Simplesmente Foda!

A banda SUBTRAIDAS estava relacionada para tocar no evento, mas foi impedida pela chuva de chegar até o local, o carro com as integrantes ficou preso no transito e num alagamento no meio do caminho, infelizmente. Seria ótimo a presença destas meninas de ouro mandando ver e completando nossa festa. Mas em outra oportunidade elas poderão compensar para nós com um show mais energético ainda. Enquanto isso, “Pisa nesse chão com força” na versão de Djalma Pires selava o fim de mais um evento, enquanto os Punk Véio não resistiram ao balanço do Samba Rock e protagonizaram uma cena que foi até pro youtube. Como o rolê terminou relativamente cedo, juntei-me aos punks de ferraz e região e fomos para a porta da festa da uva, onde rolava o show do Zezé di Camargo e Luciano, pra fazer um rateio pra comprar goró... Coisas de Punk.


PRÉ-MANIFEST 3 – 16 /04/ 2011 – Cidadão do mundo.

Era um pré-manifest Não-oficial, realizado pelo nenê altro e contou com Total terror DK, 88 não! E outras bandas. Nem eu e ninguém do Brancaleone foi, pois no mesmo dia e horários rolava o...

...PRÉ-MANIFEST 4 – 16 /04/ 2011, ESPAÇO IMPRÓPRIO

Este evento era das duas uma: ou ia estrumbar de gente ou não ia ninguém... Afinal, teríamos ali no centro a bendita Virada cultural acontecendo, e se isso não nos ajudasse com a presença da galera que estaria circulando pelo centro, nos prejudicaria pelo rolê de circular chapado por aí como é costume em toda virada cultural e assim não ter o interesse de subir para o impróprio.

De ressaca e suando pinga após uma noite anterior homérica (Show do The boys e depois rolê com os insanos Gringo e Demente numa festinha de playboy regada á Smirnoff e 51), chego um pouco atrasado ao impróprio, mas ainda assim chegando cedo, pelo fato do evento atrasar mais uma vez, sempre esperando o povo chegar. Mas não iria adiantar muito. E a frente do improprio estava lotada, mas de gente que não ia pagar pra entrar pois logo iria ao centro ver o show do Skatalites que no fim ninguém viu pois não conseguiu entrar no meio do tumulto. Mas o som não pode parar. Teve quem pagasse entrada e quem comparecesse para tocar, então, vambora!

DEPENDENTES QUÍMICOS –A banda que abriu a noite, diretamente de Guarulhos e capitaneada pelo multi-homem Garu, mostrou para as poucas pessoas presentes seu repertório recheado de técnica e poesia, com letras muito bem elaboradas que merecem uma atenção especial! Com direito até mesmo a cover do Dead kennedys para “Holiday in Camboja” muito bem executado.

SARJETA – Segunda Banda, Levou uma galera legal para acompanhar sua apresentação e a banda está melhor do que nunca, tocando muito bem e algumas musicas já na ponta da língua da galera, resultado de muito esforço e correria do guitarrista e vocalista Fábio, que ao executar “Bêbado drogado” fez o local ir abaixo.

PÉ SUJUS – Lá vai eu mais uma vez como terceira banda na bagassa... mas desta vez um fato inédito em nossa história: Pela primeira vez tocar sem o meu braço direito e onipresente Cesar, o guitarrista responsável pelos acordes de todas nossas musicas. Quase chegamos ao ponto de cancelar nossa apresentação, mas o baixista punkelo se declarou capaz de segurar a guitarra numa boa. Encaramos o desafio e saiu um show bacana! De 7 musicas programadas no repertório, fomos para 10, quase o repertorio completo. Punkelo surpreendeu a todos mostrando ser um bom guitarrista, apesar de não fazer tudo o que o cesar faz, mas segurou muito bem a bronca e fizemos uma boa apresentação.

DZK: Quarta Banda da noite, A clássica Banda do ABC paulista que dispensa apresentações fez um show na média de suas frequentes apresentações, mas era uma pena que a turminha do skatalites se retirou após o término do pé sujus e fazendo assim o dzk tocar pra menos gente do que deveria. Mas foi um show de comprometimento e postura da banda que pode ser chamada de banda das antigas verdadeiramente PUNK, ao contrario das bandas que só faltam ter um altar e só dão desprezo aos seus “súditos”, achando que tudo o que tinha que ser feito pelo Punk já foi feito nos anos 80 e não devem mais fazer nada. O DZK é uma lição de vida e postura para bandas Velhas e Novas.

FILHOS DA DESORDEM: encerrando a noite, outra banda clássica, encabeçada pelo velho de guerra Rude, com um repertório mais calcado em covers de clássicos do Punk rock e alguns sons próprios que fizeram história. O Show em si foi excelente. Só faltou público, que naquelas horas deveria estar se degladiando pra ver o skatalites (engraçado que todo mundo começou a curtir ska de uma hora pra outra NE ? ) e se arrependendo de não estar ali no impróprio.

O som encerrou-se pouco depois da meia noite e após umas brejas no bar que faz esquina com a augusta, uma galera que sobrou desceu em direção á cracolandia pra ver o pior show da virada cultural: The misfits!


PRÉ-MANIFEST 4 E 1/2 – Quest Bar, Santo André, 30/04/2011

Um outro evento “Não oficial “ com o título de Pré-manifest rolou no dia 30 de Abril, No quest Bar em Santo André. Como no flyer não tinha numeração especificando a edição do evento, tomei a liberdade de apelida-lo de pré manifest 4 e meio hahaha... Não estive presente no evento pois estava atarefado com o evento de 1 ano de shadowplay (ao mesmo tempo último do projeto), assim como ninguem do Brancaleone, com a exceção do Barata que Mandou um som com DZK, além do suporte do Subviventes, The Drunk e Avante.


PRÉ-MANIFEST 5 – Sattva Bordô, São Paulo – 01/05/2011

No dia 1 de maio rolou o Pré-manifest 5, no sattva Bordô, localizado na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. No flyer, previsão de início do evento ás 15 hs, apesar do Pessoal da casa chegar atrasadinho e o evento começar apenas pouco antes das 17 hs, gerando inclusive a desistência de algumas pessoas que vinham diretamente do pífio protesto do 1 de maio que houve naquele dia, ainda mais por conta do frio e garoa que castigavam os pacientes punks que aguardavam espremidos embaixo da estreita marquise do local se protegendo do chuvisco e aguardando a abertura da casa. Nossa parte foi feita, chegamos no horário, com exceção de mim mesmo, que fui fazer uma correria bruta atrás de pedestais de bateria, devidademnte e gentilmente emprestados pelo nosso amigo Marcello kaskadura, velho de guerra da cena e pau pra toda obra. Pior para a casa que teve menos pessoas no publico e consequentemente menos consumação. Mas de modo geral o evento teve um público maior que os anteriores, que agitava, chegava junto e curtia as bandas, raros momentos no Punk rock da cidade de são Paulo que está cada vez mais apático e autodestrutivo. Problemas resolvidos e críticas feitas, vamos ás bandas...

A banda que abriu o evento foi a Ódio Social, estreando sua nova formação que, diga-se de passagem, está mais agressiva, pesada e com uns toques de metal e passagens mais cadenciadas, deixando o som da banda mais empolgante e autêntico. Ainda não tinha taaanta gente no local como deveria ter (banda de abertura sofre, não é a toa que ninguém gosta de abrir evento), mas a banda não baixou a cabeça e mandou ver os petardos de seu repertório que agradaram a todos os privilegiados que estavam ali assistindo o show da banda, inclusive eu que estive onipresente no comando da mesa de som. Quem não viu, seja qual for o motivo, Perdeu uma grande apresentação!

Na sequencia, o veterano grupo Sub Existência mandou ver seu Punk Rock 77 cheio de técnica e energia lotando o Salão do sattva, proporcionando uma grande roda de pogo e gente pulando cantando junto alguns clássicos da banda... e eu me desdobrando no comando da mesa e protegendo a mesma, pois os empurrões da roda arremessavam seres humanos enlouquecidos pra cima da mesa e das caixas de som, além de um punk bêbado ao extremo conseguir fazer uma das caixas de som penduradas cair no chão – ainda bem que não quebrou. Pela performance do público, deu pra ver o que se passava no palco. Simplesmente Demais!

Em seguida o 88 Não! Fez mais um show repleto de entusiasmo, com aquela bem ensaiada tática de uma música junta da outra, pouca conversa e muito Punk rock! O show estava ótimo, apesar do público ter se dispersado um pouco e o salão não estar tão cheio como na hora do sub existência. E além disso, com os atrasos do evento, o tempo de palco para cada banda foi diminuído além do projeto original e com isso todas bandas tiveram repertório reduzido, e com o 88 não não foi diferente, ficando umas músicas do repertorio completo de fora. Uma pena. Mas tem mais banda pra tocar e hora pra acabar! No fim, o baterista e cabeça da banda Daniel pegou o microfone e deu um mini discurso, dizendo que se o Punk não se levantar e organizar agora, deixando de lado as patifarias e dando mais valor ao que todos dizem lutar, o movimento seria mais respeitado e levado a sério, e que do jeito que as coisas vão andando, nós estamos no último fôlego antes que o punk se torne palhaçada ou coisa do Passado. Sábias palavras devidamente aplaudidas e coisa que todas as bandas deveriam fazer, não só fazer cara de cu e xingar o “sistema” e tocar rock de gente rebelde.

Enquanto o 88 Não tocava, já iríamos ajeitar o Juventude Maldita na sequencia, mas a banda Psicultura, de Votorantim, que todos achavam que já não mais viria devido ao horário que já avançava e nada deles chegarem, surge e já tratamos de encaixá-los após o 88 não! – Ainda faltava um integrante do JM. Pois bem, a quarta banda da noite mandou 15 minutos de puro HARDCORE (em maisculo pois é coisa de louco o som deles) pras poucas pessoas que interessaram-se em assistir essa grande banda que é responsável por boa parte da produção de cultura punk na região de Sorocaba. Um show energético, uma porrada atrás da outra que não deixava tempo nem de aplaudir! Enfim, ótima apresentação desta banda que merece cada vez mais respeito, atenção e destaque não só pelo som, mas pela atitude e postura.

Enfim, o juventude Maldita estava completo e pronto pra Lotar o salão de bandas do Sattva e fazer uma apresentação ímpar, fazendo todo mundo pogar enlouquecidamente e cantar junto as músicas que já estão na língua da galera, clássicos recentes como “Explorados” e “pisa na cabeça dele” geravam alvoroço na galera que pulava e que tomava empurrões violentos deste que vos escreve para que não derrubassem a bendita mesa de som que fica no canto da pista ao lado do palco...

Encerrando, enfim, mais uma noite de Punk rock, o invasores de Cérebros sobe ao palco por volta das 21:30 pra fazer mais um show Fuderoso (fudido com poderoso, esses neologismos de rockeiro doido me surpreendem cada vez mais), como de costume, fazendo o publico quebrar tudo , sempre regido por ele mesmo de novo mais uma vez agora e sempre Ariel, Que cantava com Fúria e Compartilhando sua energia com o público, atuando divinamente como um maestro da fúria. Os shows com a nova formação estão cada vez melhores, provando que a pior merda que acontecesse com a banda seria o seu fim (possibilidade cogitada após a saída de dois integrantes no inicio do ano).

O evento terminou sem nenhum registro de incidente grave (só umas presepadas de moleques punheteiros cheios de testosterona nas espinhas que nascem na testa nesta faixa etária, que quase arrumam confusão com os seguranças do puteiro Kilt, o Castelo do amor, logo do lado – Salvos por nossa intervenção, da próxima vez que sejam levados pra dentro do mocó e tomem um couro pra largar a mão de ser idiota, além das tentativas de entrar com goró de fora, incluindo uma tentativa de suborno com uma garrafa de Smirnoff ice sem gelo pra mim ao avisar que não poderia consumir tal bebida vinda de fora ali dentro), mas nada de mais comprometedor. Só restou a desmontagem da aparelhagem ao som de Agepê... E no meu caso o evento só acabou um dia depois, quando tive que levar os pedestais ao seu local de origem.

PRÉ-MANIFEST 6 – Escola de samba cabeções da Vila prudente, na própria VP, 07/05/2011

O Último e Mais Recente pré-manifest realizado foi o realizado na Quadra da escola de Samba Cabeções da Vila prudente, no dia 07/05/2011. Já foi resenhada no Blog da Brancaleone, mas Merece a versão “feio” dos fatos hehehe.

Pois bem, o corre começou logo cedo, por volta das 10 da manhã já tinha a galera que montava o palco, fazia os corres do bar e preparava tudo pra ser o grande evento que foi, excepcionalmente nesta edição tivemos a parceria com o projeto Florescer, bastante atuante em sua proposta de criar e valorizar mais áreas verdes em São Paulo e deixar tudo cada vez mais bonito na medida do possível – Houve farta distribuição de sementes e mudas, que transformou os trens da cptm em verdadeiros Jardins após o final, com grupos de punks segurando suas mudas a caminho de casa.

Pelos lados do Itaim, Lá ia eu do cesar bar (estação jardim Romano) até a estação ipiranga com meu super ampli top de linha da machintec (que Pesa uma caralhada de quilos – e que não aguentou o tranco do som do dia seguinte), que teve seu papel fundamental na discotecagem dos meninos do Sp paranoia. Chegando lá, tudo montado, tudo bonito ,legal, bar pronto para receber os cachaceiros de plantão... opa, como o bar vai receber cachaceiros se não tem cachaça? Corremos pro mercado que existe ali nas adjacências e compramos uma garrafa de 51, limão e groselha pro bombeirinho, além de jurupinga e Montilla Pra “diretoria” que teve umas doses vendidas também. Mal sabiam os garotos que as pinga braba iriam salvar o bar mais tarde...

Um pouco antes das 17 horas (horário emblemático), começa a primeira banda, integrada no evento alguns dias antes. Falo da Genocidio Nuclear, ótima banda formada recentemente. O som é um punk/HC básico, porém bem executado e pra variar não tinha tanta gente no momento que os meninos tocavam, mas dentro do bar entre um cliente e outro eu ia pogando o som desses meninos que tem tudo pra arrebentar na cena, basta fazer correria e se esforçarem.

A segunda banda foi a KOB 82, Banda que se destaca cada vez mais dentro da cena com seu som literalmente oitentista, hardcore podrera que não deixou ninguém parado e que ainda por cima canta uma musica cuja letra é de co-autoria minha (“Revolta”). Autopromoções a parte, vai ser difícil eu falar do kob 82 ao vivo além das velhas frases do tipo “Fizeram um ótimo show”, a não ser que os caras estejam mal ensaiados ou bêbados, coisa que não aconteceu até hoje enquanto eu estive presente hahaha. Ótimo como sempre!

Em seguida foi a vez do Indigesto, de volta e com tudo. Capitaneada pela vocalista e baixista Leine, fizeram um show curto e grosso, cerca de umas 8 musicas, mas deram conta do recado e foram bastante eficazes... a banda que voltou recentemente vem aos poucos reconquistando seu lugar de destaque na cena, lugar merecidíssimo diga-se de passagem, e nos enche de alegria por ter voltado, afinal animou muitas gigs pelos subúrbios há alguns anos atrás.

O palco então é ocupado pelos Subviventes, que já com uma boa galera presente, fez seu dever com a mesma capacidade de botar todo mundo pra pular de sempre, mas amparados pela boa aparelhagem e pela galera em bom número presente ali meteram um showzão memorável que dispensa apresentações. Aliás quando for pra falar do subviventes neste blog, só direi que show do subviventes é sinônimo de som redondinho e plateia enlouquecida.

Enquanto isso, o bar ia de vento em popa, cerveja acabando, assim como os salgados sem carne indo embora também (afinal carne é coisa de fascista), eu correndo servindo doses de jurupinga e preparando bombeirinho – foi o que o povo recorreu após a cerveja acabar, enquanto não chegavam mais cervejas o povo se matava nos goró forte.

Eis que a banda Lokaut inicia sua apresentação que levou todo mundo, menos quem tava no bar (até certo ponto) pra frente do palco para pogar ao som do punk rock seco e sem frescura executado pelo quinteto, que já está se tornando uma das bandas clássicas da nossa geração e conseguiu estabilizar-se após anos de luta. O Grand finale da apresentação ficou por conta do cover do setembro negro(não é do colisão, porra!), “Leva pra 40” que teve como convidado quem: Euzinho da silva hahahaha...

Enquanto a segunda garrafa de 51 chegava pra suprir a falta de bombeirinho que se esgotara com a sede de álcool não só dos punks, mas dos “Vileiros” que aproveitavam o goró a preço promocional, o Phobia iniciava seu show, desfilando os hinos “Bife do nazi”, “Eu sou Punk”, “Tem que lutar”, “Brasil ano 2000”, gerando uma grande roda de pogo no imenso espaço que é a quadra de escola de samba que apesar de não estar lotada, tinha gente suficiente pra lotar um “Cidadão do mundo” ou um Sattva.

Encerrando o evento, tivemos o Massacre em Alphaville, também com nova formação e com 3 (!) vocalistas, sendo os mais recente agregados o Douglas (Tambem do ódio social) e o Augusto (Mito da caverna e ex Praia de vomito). O som com influencias crust fechou com chave de ouro esta edição do pré-manifest que não só foi uma diversão e uma celebração para o movimento punk, mas pro pessoal do entorno que pode prestigiar um evento punk totalmente na paz, onde crianças podiam circular, mamães punks levarem seus bebês e a galera vizinha interagir com os punks numa boa. Pois incrivelmente não colou prego de cabeça de merda no evento, só Punk de verdade mesmo! Nenhuma briga foi registrada, só um bate boca aqui e ali mas nada demais. Até porque também quero ver quem ia causar alguma coisa ali no meio da favela... Apenas a banda Luta Armada teve que cancelar sua apresentação devido a um Problema de Saúde do Guitarrista Jaaka (Nevralgia - dói pra caraio), mas conforme citado, o genocidio Nuclear substituiu legal. Enfim, um sábado pra não sair da memória. E lá foi eu com o Ampli de chumbo rumo ao Itaim paulista por volta das meia noite deixar no bar pro som do dia seguinte...

Por enquanto é isso... Todos os pré-manifest estão devidamente resenhados até agora e prometo ser mais pontual a partir do próximo, agora que tenho tempo e condições hehehe...

terça-feira, 31 de maio de 2011

ALGUNS MESES DEPOIS...



Esta postagem tem o apoio cultural da tubaína Campeão de Jacareí! Anuncie aqui que eu tenho que pagar as contas!



Bem amigos do cena punk sp, o blog que capota mas não breca, que balança mas não cai, que existe mas não é atualizado como deveria ser por enésimas atividades exercidas por seu escritor (cantar no pé sujus, tentar ser ator nos teatros da vida, levar a porra do pc pro conserto quase todo mês, e mais recentemente se matricular em sociologia numa faculdade á distância e abrir uma lojinha de rock e trabalhar na mesma de segunda a sábado e ainda estar envolvido também com os eventos da Brancaleone punk rockers – mais detalhes adiante) está de volta! E antes que me digam que essa bagassa vai ficar um bom tempo ocioso, reitero que estou postando quando dá. Mas antes postar poucas coisas mas coisas produtivas do que ficar enchendo minha distinta e magnânima publicação virtual de onzenices e divagações espúrias.

Antes conhecido como um blog de resenhas e ou scene reports, o mesmo tomou caminhos que poderia chamar de “jornalismo amador Freestyle” que não segue a um critério ou formato de conduzir apenas as informações para cada caso, mas apenas informar da forma mais subjetivamente minha melhor possível, mas que vem recolhendo elogios e cada pedido de postagem nova dos meus poucos “Fãs” me deixa motivado e como eu estou aqui na loja sem merda nenhuma pra fazer pois num aparece um filho de Deus pra comprar nem que seja um botton do fresno aqui, aproveito a brecha e faço o que deveria fazer Há tempos: atualizar o blog.

Hoje vamos falar do que enfim? resenhar eventos? xingar os pregos da cena com total sutileza? fazer um apanhado geral? SIM! Isso é o mais conveniente haja vista que se eu for postar tudo que rola na cena de bom e ruim vou ficar o dia todo postando. Vamos ao que interessa e só coisas que interessam! Afinal para pessoas de fora que leem esse blog como se isso fosse uma referencia ao que acontece aqui, vamos mostrar o que realmente acontece de interessante e os novos projetos em andamento e os pregos terão seu cantinho no final para não ficarem chateadinhos comigo, ok?

ALERTA ANTIFASCISTA!

Ano passado foi o ano da proliferação de careca... Hoje vemos um pelotão de jovens (até demais) nacionalistas em catracas de metrô esperando um punk ou qualquer coisa parecida ou que eles não se dão bem para agredir ou simplesmente ameaçar. Mas esse ano tem muito nazista na rua! A Galeria do rock tá empesteada desse tipo de gente (que certamente deve estar lendo e vai mandar ameacinhas nos comentários), esse tipo de gente tá fazendo o diabo por aí e ainda está tendo a cara de pau de realizar protestos defendendo gente intolerante... E essa raça ta aí firme e forte por ter costas quentes com pessoal da polícia, justiça e outros setores que deveriam “servir e proteger” o cidadão mas que na verdade, por serem organizações políticas com funcionalidades públicas, preferem utilizar as brechas da lei em favor daqueles que compartilham dos mesmos ideais fascistóides e autoritários, seja um rico ou seja um Fascista. Podemos ver um exemplo a “condenação” de Dumbão, um dos vermes que obrigaram dois garotos a pular de um trem em movimento em mogi das cruzes em 2003. Se o cara tá condenado, porque pode entrar com recurso de reversão e ainda aguardar em liberdade? O caso tá abafando e esse lixo corre o risco de ficar na rua favorecido pela justiça de merda que temos.

E nossos companheiros do movimento anarcopunk foram atacados no evento do Fevereiro Antifascista realizado no extinto espaço Ay Carmela no centro de São Paulo, com vários feridos, alguns com Gravidade. Alguns foram presos, mas como a lei é pra quem tem e não pra quem merece já devem estar aí na rua sendo aclamados como heróis por seus companheiros de sauna. Desejo Força aos companheiros do MAP que está voltando com tudo aos poucos com boas atividades.


BRANCALEONE PUNK ROCKERS E MANIFEST

Surge na cena paulistana este ano o coletivo Brancaleone Punk rockers! Este coletivo, iniciativa dos velhos de Guerra Mara e Zombra (cooperground, festivais SP PUNK e muitas outras atividades realmente relevantes e produtivas na história do movimento punk Paulistano – esses sim tem história pra contar), somando forças com o pessoal da nova (ou nem tão nova ) geração da cena que realmente faz alguma coisa de útil, vem com tudo produzindo diversos eventos em São Paulo e região metropolitana. Inicialmente formado com o intuito de produzir o MANIFEST, uma continuação dos festivais SP PUNK (o nome não foi mantido por razões que muita gente conhece), o coletivo com o passar do tempo vem acrescentando também a proposta de recuperar toda energia que o movimento punk veio perdendo com o passar do tempo através de cultura punk! Estão rolando vários “pré-manifest” em várias regiões de São Paulo, como uma prévia do grande festival que virá no Fim do Ano (Até a presente data, já rolaram 6 “Pré-manifest” , além de outros 2 “Não oficiais”. Esses pequenos eventos não são uma “eliminatória” das bandas que irão tocar no festival grande de fato como muita gente pensa, mas sim uma forma de dizer que vem coisa boa por aí e o verdadeiro espírito punk está de volta e por todas as partes... Alguns Locais estão sendo cogitados para o MANIFEST que deve rolar entre setembro e outubro. As bandas que irão tocar a princípio não são bandas da “panelinha” como muita gente vem dizendo, mas bandas que MERECEM estar ali. E quem tá na correria do punk sabe muito bem quem merece: as bandas que correm atrás, que são realmente ativas e combativas e não bandas que acham que só porque fazem um som legal ou tem “nome” acha que deve estar ali. Este festival será o resgate da grandeza que foi se perdendo com o passar do tempo e uma grande celebração da cultura PUNK e será feito da melhor forma possível ou da forma mais “Mulambenta” (como dizem jornalistas que acham que o hangar 110 é o poço mais profundo do underground), mas vai sair. E será de suma importância para todo o movimento pois quem sabe assim mais pessoas se mexam e o faça você mesmo não seja mais sinônimo de coisa mal feita, mas sim de coisas bem organizadas e eficazes em sua proposta.


GIGS!


Muitas gigs estão rolando pela cidade e pelas regiões metropolitana de São Paulo. Todo fim de semana tem alguma coisa para fazer, ás vezes até 3 eventos ou mais no mesmo dia. Quantidade nós temos, mas cade o povo? Embora o ano esteja transcorrendo bem até agora, com um clima mais tranquilo e favorável para se fazer um role (apesar dos pregos), as gigs continuam relativamente vazias, clima efêmero e algumas pessoas que colam eu posso dizer que realmente são meio doidinhas da cabeça pois chegam a pagar ingresso e não ver as bandas ou sair pra fumar e ficar no buteco do lado e não entrar mais no som... isso é pessoal de cada um, mas estar participando do evento é mais gratificante a quem organiza e quem toca do que fazer a alegria do buteco ou padaria vizinha que NUNCA abriria espaço para o punk. Além dos pré-manifest que estão rolando que já citei, espaços velhos de guerra estão resistindo proporcionando bons eventos apesar do desinteresse do publico de entender o que está fazendo no movimento. Falo de locais como:

Estudio noise terror que este ano abrigou eventos inesquecíveis, como o “Antifa Gig”, parceria de Punks e do coletivo RASH (Que diferente dos “verdadeiros punks” que só sabem ameaçar e agredir quem tem boas relações com skins antifascistas e nada fazem, estão fazendo a diferença e se consolidando da melhor forma possível, somando para o movimento libertário que gostaríamos que o punk fosse), “Oh Bondage”, uma gig que tirou boa parte da galera de casa do domingo e foi um dos sons mais bacanas que toquei e fui, “Alternative pogo”, novo projeto do Orlando Saltini que vai proporcionar bons eventos com boas bandas e discotecagem melhor ainda e por aí vai....

Sattva Bordô, que aos poucos se consolida como a opção de eventos punk no centro. Localizado na Praça Roosevelt, recebeu eventos como “7 anos de pé sujus”, “Verão revolução”, “Pré-manifest 5” entre outros. Está sendo uma espécie de abrigo para a galera que ficou órfã do recém fechado espaço impróprio, em especial em apresentações de bandas crust e metalpunk e afins que costumavam rolar no impróprio. Agora é só a galera valorizar o pico,não ficar enchendo o saco reclamando que tem que pagar de 8 a 10 reais pra ver um show ali (a casa fornece um bom equipamento e é um ambiente bem bacana, vale o preço) e num ficar arrumando encrenca, que esse espaço vai longe!

O Porão em Itapevi, que pra chegar é um verdadeiro calvário mas vale a pena o sacrifício de ir até Itapevi, pegar um ônibus até amador bueno, subir uma ladeira enorme, atravessar uma rodovia, subir um escadão e mais uma ladeirona até chegar no local que é um dos picos mais foda que se tem noticia hoje em dia. É bem pequeno, um verdadeiro porão... mas o clima ali é o principal! Um “quintal” pra jogar conversa fora com duas maquinas de fliperama com clássicos do Arcade, os pasteis de queijo, palmito e soja, a cerveja geladinha e a simpatia dos donos Greg e Vera (que também são da banda Delito Social) que recebem todos ali muito bem, desta forma fazendo quem vai lá querer voltar muitas vezes. Um espaço realmente PUNK que dá pra ver que foi erguido com muito esforço e que deve ser valorizado pela sua proposta. E o pico pode ser pequeno mas por lá já passou até banda gringa! Vale muito a pena. Tire um dia e vá conferir, Vida Longa ao porão!

Cidadão do Mundo: Este espaço em são caetano estava meio caído, meio “borocoxô”, chegou a quase fechar por dificuldades financeiras. Mas tomou novo fôlego e agora mais do que nunca tem tudo para se consolidar como a casa Fixa do Punk rock no ABC. Recentemente após várias reuniões ficou decidido que serão realizados por lá 2 eventos Punk por mês, sob a Batuta da Brancaleone Punk Rockers! O Preço da entrada não é dos mais baratos, ficará entre 8 e 10 reais... mas reiterando, nenhum evento é caro se para realiza-lo se tem gastos como aluguel do local, do equipamento, ajuda para as bandas e por aí vai. DA CERVEJA A 5 REAIS QUE NEGO TOMA DE 10 GARRAFAS NO BAR AO LADO NINGUÉM RECLAMA NÉ?


Cesar Bar: O já tradicional pico da zona leste já vem abrigando Gigs há dois anos e meio e está cada vez melhor. Recentemente foi finalizado o piso do bar que antes proporcionava um poeirao charmoso quando a galera pogava. Mas como nem tudo são flores, as pessoas ultimamente vem meio que boicotando o espaço. Não que o espaço seja ruim ou coisa do tipo. Mas por pura frescura de que “é longe” ou “que sempre tem treta”. Realmente é longe e os pregos adoram vir arrumar confusão por aqui... mas porque as pessoas acham que uma gig é apenas mais um show qualquer e não algo que elas podem acrescentar em algo? Em março já cheguei a ficar ao mesmo tempo na portaria, revistando a galera, recebendo os dois reais da entrada (DOIS REAIS!) que muita gente não queria pagar e ainda cuidando do palco, tudo sozinho. Desse jeito qualquer briga que sair não tem controle nenhum mesmo, haja vista que as pessoas que tanto dizem amar o movimento punk ao ver uma briga ao invés de intervir para que aquela palhaçada acabe ou sai correndo porque não pode ver sangue (que raramente é derramado) ou chega na voadora ali no meio sem saber por que... Mas não desisto dali e o som continua. Se a intenção de algumas pessoas é me atrapalhar ali, saibam que se não é ali, na zona leste não tem Praticamente nada (tem é uns desafetos que me chamam de ‘dono do punk’ mas que não movem uma palha sequer.). Peço á galera: Vamos prestigiar mais as gigs não só no cesar bar, mas em qualquer lugar do subúrbio. O Punk está ali de fato e só continua se todo mundo contribuir para melhorar,seja pagando entrada pra trincar os custos, seja evitando que aconteça confusão.

Balburdya Rock Bar: Quase mensalmente, esse bar bem bacana da zona sul recebe gigs que sempre lotam e se não fosse pelo esforço da galera dali já tínhamos perdido o espaço (uns tempos atrás disseram que não iria mais ter som punk, hoje em dia junto com o noise terror é o endereço do Punk rock na zona sul). Um salve pra Kaos Punk’s que continua firme e forte realizando eventos beneficentes, atitude realmente digna de respeito e que pode servir de exemplo pra outras “denominações” punks que dizem correr pelo certo mas que acabam avacalhando o próprio rolê.

Bar da Loira (Daivan): Jd. Elisa Maria, desde que me conheço por gente, é a Meca do Punk em São Paulo. O que dizer de Bar do Fubá e Caminhão do Tonhão? Eventos memoráveis realizados nestes locais, sempre organizados pelos guerreiros veteranos da banda Esgoto. O elisa Maria ficou meio apagado de uns tempos pra cá... Mas eis que o Bar da loira, na esquina de baixo do bar do fubá e em frente onde rolava o Caminhão do Tonhão, após uns eventos feitos “na esportiva” definitivamente abriu espaço e devolveu o Prazer de Colar no Elisa maria todo mês pra curtir um som, que rola sempre com a participação da vizinhança que ao invés de execrar os eventos, também curte, poga e se descabela, do tiozinho bêbado ao moleque de 6 anos, passando pelas mamães e vovós da vila e a rapaziada da quebrada que se acaba no “rock”.

SHOWS GRINGOS

Quando achávamos que este ano seria relativamente fraco em matéria de visitas das bandas clássicas á nossa cidade, somos surpreendidos com uma caralhada de bons shows gringos: De um lado a Ataque frontal com Vibrators, Anti nowhere league, DRI, Poison Idea... (The last resort não conta, ainda mais por causa do publico) – De outro lado, numa espécie de concorrência saudável (que quem ganha somos nós), a Web Rockers quebra tudo com The Boys, Cock Sparrer, Uk Subs, US Bombs, Stiff little Fingers e a qualquer momento pode vir outro anuncio de mais um show foda. Particularmente a Web Rockers vem fazendo os shows de forma mais organizada e caprichando mais nos locais, atentos também ao horário dos shows (sempre dando tempo de voltar pra casa depois), diferente da AF que ainda não aprendeu que nem todo mundo é fã de ficar na rua até voltar o metrô e que Duas da Manhã não é o melhor horário para se encerrar um evento que começaria ás 20 hs.

E Em agosto, The Bloodclots, uma das melhores bandas do Punk Americano desembarca por aqui para uma série de shows no subúrbio com preços acessíveis, em locais como Cesar Bar, galpão studio, Noise terror e Cidadão Do mundo. Realmente de PUNK pra PUNK!

No Interior, Não vem rolando taaaanta coisa como ano passado e retrasado... Ano passado era uma caralhada de flyers em um monte de cidades se proliferando no velho até demais e bom Orkut... Vale do paraíba que tinha a hocus pocus em São José dos Campos como principal casa para shows punks ultimamente anda meio apagada, poucos shows punks e nem todos tão interessantes. Destaco a galera do M.C. Crew (do distrito de Moreira Cesar, cidade de pindamonhangaba) que vem realizando eventos com frequencia além de uns sons na vizinha taubaté também rolando vez ou outra. Destaco também o Festival Punk de Bebedouto que desejo muito colar na próxima edição que vem se afirmando como um evento importante no interior e o 5º Araraquara Punk que rolou neste mes de maio passado que infelizmente não pude ir por ser no mesmo dia que um show meu. São eventos como esse que mostram a resistencia da cena no interior e mostrando que não é só nesta maldita cidade que pode se fazer um som Punk bacana! Destaco também uma mulecadinha de Itu que ta fazendo som direto nas escolas e praças da cidade, da banda Sujos por Opção... estão começando agora mas estão indo pelo caminho certo!

PUNK NA RUA!

Esse ano tá tendo protesto que não é brincadeira! Mas poucos partiram da iniciativa punk. Podemos destacar a Longa Jornada de Atos contra o Aumento da Tarifa de ônibus que no começo tinha presença maciça de punks mas que aos poucos foi se tornando mais um palanque para os partidos de oposição á hegemonia do PSDB/ DEM e foi diminuindo até não ter mais ato nenhum (já tava virando costume de toda quinta feira). Tais manifestações, apesar dos partidos envolvidos, conseguiram despertar a atenção da sociedade sobre o debate acerca do aumento da tarifa, fazendo até mesmo uma publicação de circulação diária (Jornal Mais) aderir á luta e publicar em suas páginas matérias que questionavam os porquês do aumento. Mas como o povo Brasileiro sofre de Mal de Alzheimer desde criança, a memória recente que se perde- característica dos que portam tal doença - deu lugar á discussões como terremoto no japão ou aposentadoria do Ronaldo fofômeno e desviou a atenção das pessoas e enfraquecendo consequentemente o movimento e a discussão, enquanto o Kassab indagado quanto á tarifa só respondia com três letras que interessava a ele no momento: PSD.

Além disso teve a marcha contra a homofobia, que apesar de reunir partidos e políticos como o Jean Wyllys (Deputado PSOL-RJ) e a senadora Martaxa Suplicy, seria essencial a presença dos punks em peso, ainda mais em reportagens da imprensa sensacionalista que confunde a cabeça das pessoas chamando os punks de homofobicos... talvez fosse pelo medo da reputação ser “suja” por estar “correndo junto com os viado” como muito pseudo-libertário diz por aí. Os punks não foram em peso. Por outro lado, Skins da Sharp - apesar do passado fascista não muito distante de uns membros - levaram faixas com dizeres como “Punks e skins contra a homofobia” que ganhou as páginas de vários jornais, acostumados a relatar em suas páginas casos de homofobia praticado pelos “skinheads”, além da RASH que levou várias faixas e contou com o apoio de punks parceiros de luta, e por ser mais honesto em sua proposta o coletivo até deu uma entrevista á uma publicação voltada ao público gay, após o registro da participação no ato, mostrando que conhecer melhor a luta e de perto gera mais respeito e é um passo á frente ao fim do sectarismo no rolê. Além disso, esta marcha deu a deixa para que integrantes de movimentos pelos direitos dos homossexuais e punks e skins interagissem, apagando a mácula que a mídia coloca sobre nossas costas.

O 1º de maio foi mais uma vez um evento com baixa adesão de pessoas, parece que a cada ano que passa os protestos habituais perdem a essência e como havia dito num post anterior mais parecem manifestações de policiais devido ao numero superior ao de punks que a corporação coloca de contingente para reprimir os protestos.

Punks também participaram da linha de frente no Protesto contra o ato de apoio ao Filha da Puta Bolsonaro, que reuniu carecas e nazis, tão inimigos mas que estavam lá unidos por um mesmo ideal falso moralista de uma suposta defesa aos valores da família (pergunto: os pais dessas pessoas os ensinaram no seio do lar a ter preconceitos e a bater nas pessoas na rua por não atenderem aos critérios ideológicos fascistas? ).

Também tivemos o Churrascão da gente diferenciada, mas como não fui não sei da participação de punks. Mas esse tipo de protesto vale a pena participar, pois foi a demonstração de força da gente “diferenciada” que os interesses de um grupo de gente rica não pode se sobrepor aos direitos da população em geral.

FESTA!!!!

Lembra dos sons de fita, comuns e até mais requisitados pela galera antigamente mais do que até mesmo show das bandas? estão voltando em grande estilo. Mas não são necessariamente de “fita”, mas em grande maioria de vinil! Sim, com esta nova redenção do vinil no mercado, começam a pipocar festas feitas somente no vinil realizadas por colecionadores garantindo uma noite inteira de punk rock de qualidade com direito aos charmosos chiados antes de cada faixa... Os maiores responsáveis por isso até agora são os meninos do SP PARANOIA, 3 doidos que tem uma porrada de vinil bacana ( coleção que faz até eu sentir uma espécie de inveja saudável, ou admiração mesmo hahaha). Mas começam a pipocar outras festas por aí, como “A velha escola do Punk rock” a ser realizado dentro de alguns dias em São caetano no cidadão do mundo com o Ariel (que não vou falar de que banda ele é pois em quase toda postagem o cara é citado hahaha) e o ratinho, detentores de grande acervo punk, além de outros eventos que a discotecagem tem exercido papel importante, pois é parte integrante de nossa cultura desde os primórdios, quando uma festa punk não era um monte de banda tocando, mas um monte de fitinhas rolando! Sem falar na festa SUB que, segundo relatos, apesar de ter discotecagem de qualidade está muito distante de nossa realidade (coisa de 30 conto pra entrar numa balada auto-intitulada punk que rola no meio da semana num pico de boy frequentado por gente que gosta de punk rock mas que tem nojo de punk)e nos projetos do Orlando Saltini que sempre que pode discoteca também, e esse que vos escreve oportunista que só a porra também não poderia ficar fora dessa e introduz o punk rock nas baladinhas alternativas da zona leste com o projeto Shadowplay... Pena que aproveitar a discotecagem e a riqueza musical produzida pelo punk no passar dos anos seja só devidamente apreciada pelos iniciados no assunto, afinal os punks malvadinhos que não gostam de comer (porque pra mim cara feia é fome, entendeu a piada? hahaha) preferem dizer que punk é colar em protesto e porta de galeria e boicotar as bandas 77 que segundo eles não tem ideia nenhuma pra passar, apesar da camisa do adicts e do gosto pelo buzzcocks que de políticazinha anarquista não tem é nada hahahaha...

PREGOS!

Lógico que não poderia esquecer dos atrasa-lados, senão eles iriam me ameaçar por não serem citados no blog! Pois bem, enxuguem as lágrimas e cancelem a queixa á mamãe que vocês também tem o seu cantinho! O que seriam pregos? gente que se encaixa nas seguintes presepadas abaixo que eu vi com os olhos que a terra há de comer ou simplesmente fiquei sabendo:

  • Chutar flores cuidadosamente cultivadas numa calçada e arrumar briga por causa disso com os seguranças do local detentor da calçada simplesmente porque não gostaram de ser repreendidos ao estarem fazendo merda (Sattva Bordô, 1 de maio)
  • Pixar muro alheio e esfaquear o dono porque o mesmo repreendeu o ato de “Liberdade de expressão” e ajudar a fuder com a imagem do punk (Guarulhos, início do ano)
  • Sair da cadeia após crime de repercussão nacional que definitivamente fez muita gente largar o rolê e ao invés de sussegar a piriquita e honrar a mulher e o filho que fez, prefere continuar pagando de malvado com a turminha do mal que o acolheu e no momento deve estar calculando pela inflação quantas moedas a mais são necessárias pra tirar mais uma vida (quem sabe sabe)
  • Ter mulher e/ou filhos e não ter vergonha na cara e ao ver uma briga qualquer escolhe um dos lados da briga e adere ao ato irracional e ao ser repreendido ou questionado sobre o ato bate o pé para que as justificativas idiotas sejam aceitas (muitos casos, seria depressão pós parto após a chegada dos filhos? )
  • Arrumar briga de graça e gritar o nome da gangue na qual o sujeito acha que pertence batendo nno peito, tomar um pau e depois chorar pros parceiros dizendo que foi espancado injustamente por pessoas malvadas que não gostaram de serem ofendidas e agredidas gratuitamente, oooh dó...
  • Sair da puta que o pariu sem nenhum centavo no bolso pra entrar no som e uns 30 ou 40 paus pra beber e encher o cu de droga, colar na porta do som e implorar pra entrar de graça no som e ainda dizendo que ta muito caro o ingresso a 5 reais, e na semana seguinte colar no hangar num festival de três dias cheio de banda grande e pagar de 10 a 15 reais na porta em cada dia de festival sem reclamar e ao ser questionado diz que ali paga sem reclamar porque vale a pena pagar o preço pra ver bandas grandes e que de certa forma em alguns casos não tão nem aí pro corre de quem ta há anos no subúrbio e que pra tocar só falta pedir um vibrador aromatizado com essência de lavanda importado da micronésia e que quando o cara sobe no palco pra cantar junto é empurrado ao chão que nem um saco de merda. Então, já que não vale a pena, morra de overdose com cirrose e não venha avacalhar mais aqui no subúrbio! Afinal aqui não vale a pena... ou será que se colocarmos nos sons do subúrbio seguranças simpáticos e educados á lá hangar ou kazebre com toda sua finesse e delicadeza a qual tratam até mesmo quem paga caro no ingresso e não ta enchendo o saco este problema não pode ser resolvido?
  • E os clássicos cobradores da cena, que não pode ver nada errado segundo a bíblia da gangue, grupo, irmandade ou coisa do genero, e vai cuidar da vida dos outros e encher o saco com ameaças, intimidações, agressões e outras coisas de CUSÕES COVARDÕES. É lógico que o movimento punk jamais vai se curvar aos critérios de comportamento exigidos por quem diz “correr pelo certo” ,mas atitudes repressivas são dignas de fascistas, grupos que eles dizem odiar mas que se tornam até mesmo piores que os mesmos. Tem lógica, diz a lenda que duas pessoas iguais não se bicam e nesse caso multipliquemos por grupos. A disputa por poder chegou no movimento Punk, gente! E Faz tempo! Acho que pra isso o lugar certo pra essas pessoas que querem o controle de uma região, bar ou movimento punk é nas facções criminosas mesmo, melhor disputar biqueira pra vender dorga que ao menos dá mais dinheiro!

Mas se quiserem cobrar os outros de uma forma honesta e digna, com bom salário, benefícios e registro em carteira e só trabalhando 6 horas por dia, recomendo a empresa Credigy, que sempre está recrutando pessoas para o cargo de operador de Cobrança, é só se inscrever no site: www.credigy.com.br e clique no link “trabalhe conosco”. Desejo uma boa sorte na seleção e quem sabe arrumando algo realmente construtivo para fazer num para com essas patifaria e vira uma pessoa melhor a ponto de me agradecer pela dica de emprego, hein?

Pois bem. Encerro esta postagem maravilhosa que vale por 4 e espero ser mais frequente nessa bagassa para deleite de todos. Acho que esqueci de mais algumas coisas, mas falei o que tinha que falar! E até a próxima meus bem!

domingo, 16 de janeiro de 2011

OS REPLICANTES - SESC VILA MARIANA, 14/01/2011

Pois é, Não tem foto do show, vai da formação! Beijo Júlia Barth, Gatchénha! ;)





E lá vamos nós para o primeiro rolê Punk do ano! Rolê eu já venho fazendo desde o início do ano mas demorei 14 dias pra ir numa gig - Além de fazer rolê punk sou DJ do Projeto Shadowplay, pra quem gosta de anos 80 como Joy Division, Echo & the bunnymen, Camisa de Vênus e Replicantes... Oooopa, REPLICANTES! Sempre bom ouvir um replicantes, minha banda nacional favorita, simplesmente pois é um Punk Rock energético e ao mesmo tempo não se prende ao "padrão" cara feia e "A na bolinha" na jaqueta. Fala das bebedeiras, de mulheres, de sexo, de violência, protesta, contesta e diverte. Perfeito, afinal é tudo aquilo que se passa em nossa vida.

Fiquei sabendo que no Sábado, 15 de janeiro a banda faria um show na Hocus Pocus, em São José dos campos, mas é óbvio que teria um show deles por aqui também. Lá vai eu fuçar no Pai dos Burro, A.K.A. Google, algo sobre apresentação do replicantes na capital, eis que a boa notícia surge e o Brilho nos olhos e o sorriso no rosto chegam ao seu apogeu: sexta, ás 20:30 hs no Sesc Vila Mariana, morre 12 conto na porta e fica todo mundo feliz, êêêêê...

Fiquei a semana toda em contagem regressiva para ver os Irmãos Heinz, Julia Barth e Cleber andrade em ação - E quebrando aquele paradigma chato que Wander Wildner é insubstituível, achava a mesma coisa quando Finho saiu do 365 e Deedy entrou em Seu lugar, é só dar tempo ao tempo que as evoluções aparecem e as pessoas que são responsáveis pelo novo gás dado á banda mostrem o melhor de si a cada apresentação que se passa.

Chegou enfim a sexta feira... Combinei com uma minazinha aí (hehehe) de irmos juntos, ao menos teria companhia. Mas, no centro da cidade numa passada na galeria Nova Barão, eis que encontro Um velho amigo daqui do itaim sem rumo, o Cisão (esse cara é foda). Seguimos para o Metrô ana rosa e aguardamos a minazinha, que por azar de morar perto de córrego teve sua rua alagada pela chuva que massacrava a capital paulista... Só eu e Cisão vamos lá, chegando uma hora antes conforme recomendado pelos dados apresentados no serviço de divulgação do evento.

Chegamos lá alegres e contentes e Damos de cara com uma placa: REPLICANTES - INGRESSOS ESGOTADOS! Esta cena, juntamente com umas meninas panacas que cantavam restart ao violão no saguão do SESC me fez lembrar aquele célebre vídeo no youtube sobre a "Puta falta de sacanagem" com os fãs do restart que ficaram sem ingressos num showzinho em livraria que não cabe ninguém. Mas não somos fãs de restart, somos PUNKS e ao invés de chorar, damos nossos pulos e nos viramos. Encontramos uns Punks do ABC amigos nossos que compartilharam conosco a mesma frustração.

Pensei comigo: Falta 20 minutos para começar o show e não tem nem umas 30 pessoas ai aguardando... Não é que os caras inventam de colocar um show de Punk rock num auditório de capacidade para 130 pessoas? Todo mundo sentadinho civilizadamente assistindo Replicantes? Isto é um insulto á nossa Inteligência, á moral e aos bons costumes! Enfim, o povo foi chegando... os lugares vagos... O show começando e um monte de lugares sobrando... Duas filas se formavam: Dos felizardos (ou desgraçados) que já tinham ingresso, a maioria gente que nem sabe o que é punk rock, uns tiozinhos que ficam no sesc o dia todo que compraram o ingresso porque era o show que tinha pra ver no dia... e os Punks e rockeiros podreiras desprevenidos lá, babando por um lugar que sobrasse.

Começou o show, e pra mim que estava do lado de fora, a tortura: "Boy do subterrâneo" começou a ecoar pelo salão chegando aos meus ouvidos pelo som abafado da porta fechada, Seguido de "O futuro é Vórtex" e eu pogando pelo chão encarpetado totalmente encapetado com a esperança de entrar naquela bagassa. Veio um som do disco novo, "Maria lacerda", que no começo achei que era "Pra ver se eu conseguia", o começo das musicas são parecidos, mas enfim... Dois amigos que estavam na fila estavam lá brisando. Um dos caras tinha ingresso e disse que não entraria se seu amigo não entrasse e colocou a venda. Um cara que tava na fila solitário resolveu comprar. O cara pediu 30 reais, "o preço que eu paguei" segundo ele, e lá vai o gordinho feliz com o ingresso superfaturado curtir o show já começado numa confortável poltrona. Senti dó e inveja do cara ao mesmo tempo. Aí a tortura foi piorando com "Sandina" e eu implorando pro cara liberar a porta pra gente porque nem todos os lugares estavam preenchidos..."Pra ver se eu conseguia" no ar e eu atarracado pulando no salão atrapalhando a leitura dos concentrados leitores na salinha silenciosa ao lado do auditório. "Astronauta" começou e eu pesando no carinha da porta pra ele botar o povo pra dentro que nem todo mundo que pagou veio e tava cheio de lugar vago. Até que ele chama a turminha do Movimento dos Sem Ingresso de canto e distribui uns bilhetes cortesia. Felicidade Total!

Já dentro do teatro, eu entrando e pogando e cantando descendo a escadaria rumo ao pé do palco via uma cena desgostosa: Um público sentado balançando a cabeça timidamente como se estivesse num show de jazz... E Júlia barth e Cia. cantando "Mistérios da sexualidade humana". A turma do ABC que encontrei estava de pé no canto do salão pogando timidamente...Começou "Pin Up (Só mais uma chance)", o pogo foi ficando menos tímido. Lá vem "Motel da esquina" e lá vai eu sozinho metendo a bicuda no fantasma gasparzinho pogando no espaço entre os bancos da plateia e o pé do palco... de um lado ao outro. "Alguém explica", Um Hardcore do novo disco desperta um pouco mais de gente e uma pequena roda vai se formando. Vários outros clássicos como "Papel de Mau" e "Hippie Punk Rajneesh" vão tocando até que "Nicotina" começa e o Cisão tira a camisa e dá um pulão da escada do cantinho pro meio do salão e sai pulando sem se preocupar com quem estava vendo o show e muito menos com seus sapatos devidamente pisoteados "Sem querer querendo" (por isso que digo, esse cara é foda). Mais gente tira a camisa e as pessoas das duas primeiras fileiras se não se renderam ao pogo que deu um gás na apresentação foram para bancos mais atrás para assistir a dois Shows: Do replicantes e Da Roda de pogo estreita mas cada vez mais raivosa e Punk!

Começaram as primeiras baquetadas de "Surfista calhorda" e já imaginei bancos do teatro voando, mas eles são bem resistentes... O espaço entre plateia e palco totalmente preenchido por uma roda Punk e insana que deveria ter começado desde o começo do show, mas que só foi possível graças aos punks que estavam lá fora - estes sim, os que realmente tinham vontade de ver o show dos replicantes e curtir de forma que aquilo parecesse um show Punk. A saideira ficou por conta de "Festa Punk", qual outra canção mais apropriada para o Gran Finale?

Saldo Final: O Botão da calça estourou, O povo deixou aquele auditório com cheiro de Punk rock, Mochilas e camisetas acumulava-se pelos cantos do auditório, e a banda agradecendo no microfone pelo povo "ter agitado o som, pois já estavam cansados de ver todos sentados". Enfim, sobrou Dinheiro pra comprar o novo CD que diga-se de passagem está excelente! E assim se foi o primeiro som Punk de 2010 que eu fui: Com uma pá de breja na sacola eu e cisão andando da Vila mariana até o Parque dom Pedro. Felizes por ter visto um puta show e de termos protagonizado uma verdadeira Revolução nos aposentos do auditório do Sesc Vila Mariana...

RESSUCITANDO O BLOG E FALANDO UMAS VERDADES QUE VÃO INCOMODAR MUITA GENTE...

Amores! - Amores não, isso é coisa de blog de menininha e eu nasci com um pau no meio das pernas... - Leitores! Atendendo a pedidos estou de volta com essa bagassa. A falta de tempo, excesso de trabalho e projetos paralelos e um recente aborrecimento e desgosto com a cena me afastaram deste blog que já foi tido como "ótimo" e que agora está sendo chamado de "abandonado". Pois bem, acabei de tirar esse blog das ruas, do vício do crack, cortei seu cabelo, aparei sua barba, botei-lhe uma roupa social e uma bíblia debaixo do braço e o deixei novinho em folha e cada vez mais digno... apesar da bíblia ser só status de boa gente pra esse blog, que, recobrada a consciência, irá se tornar cada vez mais PUNK!

E como toda boa volta após sumiços sem justificativas, tenho que ter uma plausível né... Pois bem! Não digamos que do Mês de março em diante andei afastado da cena, pelo contrário, compareci em muitas Gigs, Organizei mais Gigs ainda, Vi shows de bandas como The Adicts, Cockney rejects (dispensa postagem, resumo em uma frase: O MELHOR DO ANO!), Buzzcocks, Varukers (Em são caetano e em piracicaba, Muito foda), entre outros que dariam várias postagens boas. Mas ao mesmo tempo, várias merdas ocorreram na cena: Um falecimento, Fofocas comendo solta (sobrou até pro baixista da minha banda, que virou "Careca" de acordo com as más línguas, vê se pode...), A volta de algumas bancas indesejáveis e atrasa-lado ao rolê (e o pior que os cara tem mulher e filho e fica na rua caçando assunto com os outros ao invés de cuidar pra própria vida...), um advento de "Filhotes de careca" no rolê ( A maioria "Punks" surgidos em 2009 e que não precisavam de um ideal pra viver, mas de um grupo para andar), que incrivelmente nem tem verdadeiramente o tal ideal nacionalista que pregam e que vão partir pra uma próxima modinha quando ser careca não for mais legal; a banalização do termo "antifa" - Todo mundo virou antifa agora no rolê, mesmo sendo homofóbico, preconceituoso e machista... enfim, 2010 em minha concepção foi um ano horrível para a cena Punk em são paulo e se alguém disser que foi bom é por que faz parte dos grupos citados que tem várias merdas feitas por aí como trunfos...

Pois bem, não é porque o rolê tá tomado de gente idiota que a luta não pode parar! Se em São Paulo tá essa lambança toda, vamos tentar resistir culturalmente - Já que nos protestos de 1º de maio, 7 de setembro e outras datas combativas os protestos mais parecem uma marcha policial que escolta os poucos manifestantes que em momento propício são encurralados e brutalizados pelo poder do estado... e mesmo assim os poucos que colam no protesto ainda tem a cara de pau de acender um baseado e andar com uma garrafa de goró, achando que é assim que a gente vai mostrar qual é a nossa postura de fato - Pra fumar maconha e tomar cachaça temos a passeata do Raul...

Em questão de resistência cultural, que meu desabafo sufocou no parágrafo acima, temos várias ações e projetos, como:

- 1 Minuto para o Caos - Peça teatral escrita e encenada por Punks pelos butecos do subúrbio (inclusive com esse que vos escreve atuando no papel de "político), teatros e CEUS da Cidade de São Paulo, e Região metropolitana, elaborado em parceria com a Cia. Esquizocenica de Teatro e o Coletivo Neurotikas, Esta peça foi vista por aproximadamente 1000 pessoas em todas suas apresentações de maio a dezembro - Parece pouco, mas é só o começo, e os Punks de som que me perdoem, mas irão ter que se acostumar com teatro nas gigs pois a vontade é maior e um novo projeto já está em discussão para estrear neste ano. Enfim, uma peça séria e ao mesmo tempo caótica, elogiada e apoiada por velhos e Renomados figurões da cena punk e por grupos que realmente sabem o que estão fazendo nessa porra de cena punk, além de mostrar aos punks que somos todos capazes de produzir um espetáculo teatral e não precisamos de nenhum Bortolotto ou coisa do tipo para nos dizer como faz numa cena ou como se faz em outra...

- Coletivo Neurotikas - O mais ativo coletivo punk em atividade em São Paulo (Doa a quem doer, as meninas são foda, não é porque eu sou amigo delas não, elas metem o loko mesmo e fazem acontecer nessa cena - o problema é que tem gente que não faz porra nenhuma no punk além de tirar foto de visu pra por no orkut ou no facebook e fica falando mal das minas), neste ano extrapolaram em ativismo prático! Podemos enumerar algumas ações (que eu me lembre... foi Muita coisa!): Passeata na Cidade de Jacareí/SP (em parceria com os punks locais e presença de Punks do sul de minas gerais) Pelo dia Internacional da Mulher, reunindo cerca de 100 pessoas panfletando, expondo faixas e cartazes nesta pacata cidade do interior e terminando o ato num debate no finado Bar do Michu.; Exposição de Vídeos e Discotecagem feminista num evento no Hangar 110; Realização do evento Neurotikas Fest II no Cesar bar (Itaim paulista); Realização de vários eventos na Ocupação Mauá, na Luz (centro de SP), como "Ao florir das flores", evento que reuniu debates, palestras bandas punks e até o forró do pica pau (a melhor atração da noite); Evento Beneficente pelo dia das crianças, promovendo um grande café da manhã para as crianças da ocupação; Evento "Feminino e Feminista" com Bandas Punks femininas e Grupos/Cantoras de RAP... entre muito mais coisas que eu não lembro. Fato: as minas são foda, São Punk e o pau vai comer se alguém ousar falar merda delas - vai produzir alguma coisa bando de vermes parasitas!

Não estou desmerecendo outras iniciativas ou outras cenas, pois a cena que eu vivo e de que não vou sair tão cedo é a cena do SUBURBIO, onde o punk acontece de fato, não em porta de galeria ou em locais "libertários" que a cerveja é 5 real, a gororoba vegan de ontem é 3 reais e não dá nem pro começo e os anti-capitalistas usam tênis ecologicamente corretos de 300 reais que apesar denão ter nada de origem animal foi construído em taiwan ou no brás mesmo com mão de obra semi-escrava. Mas meu objetivo é me aproximar de mais pessoas, iniciativas diferentes, intervenções diferentes. Porém, procuro me aproximar do que é honesto, pois uma cena que se diz libertária e chama as pessoas de fascistas por não seguir os seus princípios ou por comer carne não merece nem um pouco de consideração. Além da cena suburbana tenho também contato de longa data com a cena anarcopunk, que esteve meio parada ultimamente mas que em breve tá voltando com muita coisa boa pra gente e continuo apoiando desde que ninguém me encha o saco. Gostaria inclusive de ver nos comentários outras ações realizadas por grupos que não tenho contato ou não conheço.

Senti falta de Gigs Beneficentes - Eu que tô reclamando deveria dar o exemplo, mas a ultima GIG com 1 kg de alimento na entrada que organizei (com uma banda gringa inclusive), das 150 pessoas presentes só 20 trouxeram alimentos e ainda 10 kg dos alimentos eram açúcar, sem falar que um garoto saiu esfaqueado e eu quase tomo no cú. Acho que se os Punks não sabem ser solidários com eles mesmos, imagina com os outros... daí as gigs estarem recebendo apenas dinheiro em sua maioria - as minhas gigs são em dinheiro para pagar segurança pra dar geral em todo mundo pra ver se pega um BO com alguém... coisa que não precisaria, mas a idiotice do "punk faquinha" tem que prevalecer acima de toda postura e ideologia no rolê e quem se mostrar contrário vai tomar facada...

Gigs Vazias: 2008, 2009, Gigs sempre cheias, independente de onde fosse, a galera tava sempre lá apoiando, prestigiando as bandas e a cultura punk e na santa paz. Esse ano a maioria das gigs eram sempre de lotação dispersa, clima efêmero e apático, talves por causa do já citado êxodo acéfalo de punks para o"carequismo" e gente de bom senso que ficou de saco cheio das patifarias e saiu fora da cena, além da cena continuar cheia de gente mendigando na porta pra entrar de graça com um maço de marlboro no bolso, um pino de cocaína na mochila e uma garrafa de 51 na mão - Investimento aproximado de R$ 20 e pra pagar de R$ 3 aR$ 5 reais, na entrada do som não tinham... Vergonhoso...

Top 5 das coisas Ruins na cena:

1- Morte do Vocalista Tikão, da banda M-19 (Vai fazer falta, mas ouvi dizer que a banda continua - Valeu por tudo,mesmo sem conhecer admirava o trampo do cara)

2- Show do The business, nem o show que eu não fui foi ruim... a banda de abertura nacionalista de direita e Surpresa desagradável para os Punks pagantes e o destempero e intransigência dos produtores do show frente á críticas na internet, além de amigos presentes no show me falarem que os caras perguntavam algo como "Onde estão os Punks?", com um silêncio e ruidos de conversa da platéia como resposta.

3- Vira-casaca, os já citados Moleques punheteiros que arrumaram uma nova turminha pra postar fotinha na internet com legendas do tipo "Anauê Honra e Disciplina" (hahahahahha).

4- Fim do programa ContraCultura, que passava nos domingos á tarde na rádio Trianon AM - Por falta de patrocínio, apoio e ouvintes - Afinal Punk é malvado no sábado, domingo assiste faustão ou vai no shopping com a namoradinha pagodeira ver comédia romântica...

5- Protestos Miados - Hoje em dia ir ao protesto significa tomar borrachada. Quem tem vontade de protestar não vai por causa dos indesejáveis que se misturam no bolo... e os indesejáveis não colam também pois não tem gente suficiente pra muquiar os BO. Se continuar do jeito que tá, no próximo protesto é só pedir o uniforme da cadeia e as algemas ou então se Junte á causa dos policiais e participe da marcha rebelde sem causa de policiais que em maior número sufoca o número de punks presentes.

Mas rolaram coisas Boas também! E estas coisas boas podem se resumir apenas a gigs lotadas, como em outubro no Centro cultural da Juventude ou em novembro no hangar 110, Alguns coletivos aparecendo para somar na cena, como o Somos Vivos que trabalha desde fanzines até mesmo em stickers e stencil pelas ruas da cidade, a consolidação de vários espaços para a realização de eventos apesar das dificuldades, como o Noise terror, o cesar bar (agora bem maior e com palco em novo local), O Balburdya, bar da dona edna e o recém inaugurado porão em itapevi, Locais que mantém viva nossa essência de cultura e revolta e resistem ás dificuldades e ao tempo para oferecer espaço e eventos pra galera.

Neste ano fiz Muito rolê pelo interior, tocando ou indo encher o saco dos outros, posso destacar campinas e o Decontrol rock Bar que quase toda semana tem Gig Punk/Hardcore, além da velha e boa Hocus Pocus em São José dos campos trazendo as melhores bandas em gigs inesquecíveis na região do vale do paraíba. Saindo do estado de São paulo, assisti á uma raridade: O festival Sobrevivência Punk, na cidade de Itajubá/MG foi realizado em Praça Pública com uma aparelhagem fora de série e com presença maciça de Punks do Sul de Minas e do interior de São Paulo. Sem falar que me tornei Frequentador assíduo da Rua ceará, no Rio de Janeiro, onde fui em 3 Gigs totalmente podrera e underground que sempre trazem as mais representativas bandas da cena do rio como lacrau, repressão social, pacto social, indigentes, sub-atitude, desvio de conduta, falência cerebral, entre outras. Ia ter um som no Alemão, mas a brutal invasão do exército foi no mesmo dia. Ainda bem que não tava de passagem comprada. Tais viagens enriquecem nosso currículo de experiências e nos trazem lembranças incríveis, além de aprendermos a lidar com cada cultura, cada jeito de ser e fazendo me convencer cada vez mais que vale mais a pena fazer um rolê beeem longe daqui da capital paulista.

Tá bom, devo ter reclamado pra caramba e ter comprometido algumas coisas da cena nessa postagem, mas tem solução: Mudar as posturas, rever as atitudes. Por um movimento PUNK mais combativo, ético, organizado e melhor esclarecido em 2011. Se isso ajudou a abrir os olhos ou chamou a atenção, reflita.. como diz uma música de uma banda de um amigo, "Pense em você-Pode estar errado". Já se você achou um absurdo e odiou e achou isso uma puta falta de sacanagem é porque a carapuça serviu... aproveita que ela é sua e a enfie no rabo.

Enfim... prometo nunca mais abandonar vocês queridos leitores e me desculpe se essa postagem tá mais chula, cheia de palavrão e de gíria, mas o Feio bonzinho e tolerante com patifaria acabou faz tempo. E a próxima postagem, sobre GIG, será uma cobertura jornalística misturada com experiencias vivenciadas como sempre faço. Don't worry. Take it easy my brother Charlie, Take it easy meu irmão de cor... (Salve Jorge Ben!)